BUDA e CRISTO

outubro 27, 2008

Paralelos notáveis

 Texto publicado no Jornal de Umbanda Sagrada, Setembro de 2008

Tanto Gautama (Buda) como Jesus não se uti­lizam, em sua pregação, de uma língua sacra que se tornou incompreensível (sânscrito – hebraico), mas sim da língua vulgar (dialeto indo-ariano – língua aramaica do povo).

Nem um nem outro codificou nem mesmo che­gou a lançar por escrito sua doutrina.

Tanto Gautama co­mo Jesus apelam para a razão e para o entendimento do homem – não por meio de exposição e palestras sis­temáticas, mas sim com auxílio de provérbios, narrativas breves e parábolas simples, que todos são capazes de entender, tiradas da vida cotidiana comum e acessíveis a qualquer um, sem se prenderem a fórmulas, dogmas ou mistérios.

Tanto para Gautama como para Jesus a grande tentação é representada pela ganância, pelo poder e pela cegueira.

Nem Gautama nem Jesus são legitimados por qualquer cargo, ambos se opõem à tradição religiosa e seus guardiões, à casta ritual-formalista dos sacerdotes e doutores da lei, que não demonstram sensibilidade para com os sofrimentos do povo.

Tanto Gautama como Jesus logo reúnem amigos íntimos em torno de si, um círculo de discípulos e um grupo mais amplo de seguidores.

E não é apenas em sua conduta, mas também em sua pregação, que se manifesta uma semelhança básica:

. Tanto Gautama como Jesus apresentam-se como mestres. A autoridade de um e de outro estriba-se não tanto na formação escolar, mas sim muito mais na extra­ordinária experiência de uma realidade inteiramente diferente.

. Tanto Gautama co­mo Jesus apresentam uma importante mensagem de alegria (o darma – o evan­gelho) que exige das pes­soas uma mudança de ati­tude (metanóia: “andar con­tra a corrente”) e uma confiança (shraddha: “fé”). Não se trata de uma ortodoxia, mas sim de uma ortopraxia!

. Nem Gautama nem Jesus pretendem dar uma explicação do mundo ou pôr em prática especulações filosóficas profundas ou uma casuística legal erudita. Suas doutrinas não são revelações secretas, não visam também a uma determinada ordem jurídica nem a determinadas condições jurídicas e políticas.

. Tanto Gautama como Jesus partem da condição provisória e efêmera do mundo, do caráter transitório de todas as coisas e da não redenção do homem. Tudo isto se evidencia na cegueira e na loucura, na situação caótica, no envolvimento com o mundo e na falta de amor para com os semelhantes.

. Tanto Gautama como Jesus apontam um caminho para liberar do egoísmo, da dependência do mundo, da cegueira – libertação essa que se alcança não pela espe­culação teórica nem pelo raciocínio filosófico, mas sim por uma experiência religiosa e por uma transformação interior. Um caminho muito prático para a salvação.

. Para se chegar a essa salvação, nem Gautama nem Jesus exigem condições es­pe­ciais de caráter intelectual, moral ou ideológico. Basta que o homem ouça, entenda e daí tire suas conclusões. Ninguém é interrogado por sua verdadeira fé, nem se exige nenhuma declaração de ortodoxia.

. O caminho tanto de Gautama como de Jesus é o caminho do meio-termo entre os extremos do prazer dos sentidos e da autopunição, entre o hedonismo e o ascetismo. Um caminho que permite que o homem se volte para o próximo com uma nova atitude de acolhimento! Não apenas os mandamentos gerais para todos – não matar, não mentir, não furtar, não praticar luxúria – se correspondem amplamente em Buda e em Jesus, mas também, em príncipio, as exigências básicas de bondade e de alegria compartilhada, de compaixão amorosa, (Buda) e de amor compassivo (Jesus).

Mas os paralelos entre os caminhos de salvação budista e cristão não se restringem às figuras dos fundadores. Evidenciam-se também em certos desenvolvimentos que vieram mais tarde, sobretudo no monasticismo.

 TEXTO EXTRAÍDO DO LIVRO RELIGIÕES DO MUNDO – HANS KUNG – EDITORA VERUS – 2004 – E EDITADO POR ALEXANDRE CUMINO, PARA O JORNAL DE UMBANDA SAGRADA, SETEMBRO DE 2008

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Doentes e Doenças

outubro 27, 2008

Doentes e Doenças

 

O respeito aos doentes é dever inatacável,

mas vale descrever a ligeira experiência

para a nossa própria orientação.

Penetráramos o nosocômio,

 acompanhando um assistente espiritual

 que ingressava no serviço pela primeira vez,

 e, por isso mesmo era, ali, tão adventício em

matéria de enfermagem, quanto eu próprio.

Atender a quatro irmãos encarnados sofredores,

o nosso encargo inicial nas tarefas do magnetismo curativo.

 Designá-los-emos por números.

Em arejado aposento, abeiramo-nos deles,

 depois de curta oração.

O amigo de número um arfava em constrangedora dispnéia,

 suplicando em voz baixa:

– Valei-me, Senhor!…

 Ai Jesus!… Ai Jesus!…

 Socorrei-me!…

Ó Divino Salvador!…

Curai-me e já não desejarei no

 mundo outra coisa senão servir-vos!…

O segundo implorava,

 sob as dores abdominais em que se contorcia:

– Ó meu Deus, meu Deus!…

Tende misericórdia de mim!…

Concedei-me a saúde e procurarei exclusivamente a vossa vontade…

Aproximamo-nos do terceiro, que, mal

agüentando tremenda cólica renal em recidiva,

tartamudeava ao impacto de pesado suor:

– Piedade, Jesus!…

 Salvai-me!…

 Tenho mulher e quatro filhos…

Salvai-me e prometo ser-vos fiel até a morte!…

Por fim, clamava o de número quatro,

carregando severa crise de artrite reumatóide:

– Jesus! Jesus!…

Ó Divino Médico!…

Atendei-me!…

Amparai-me!…

 Dai-me a saúde, Senhor, e dar-vos-ei a vida!…

Nosso orientador enterneceu-se.

Comovia-nos, deveras, ouvir tão carinhosas

 referências a Deus e ao Cristo, tantos apelos

com inflexão de confiança e ternura.

Sensibilizados, pusemo-nos em ação.

O chefe esmerou-se.

Exímio conhecedor de ondas e fluidos,

 consertou vísceras aqui, sanou disfunções ali,

 renovou células mais além e o resultado não se fez esperar.

Recuperação quase integral para todos.

 Entramos em prece, agradecendo ao Senhor a

 possibilidade de veicular-lhe as bênçãos.

No dia imediato, quando voltamos ao hospital,

 pela manhã, o quadro era diverso.

Melhorados com segurança,

os doentes já nem se lembravam do nome de Jesus.

O enfermo de número um se reportava,

 exasperado, ao irmão que faltara ao

compromisso de visitá-lo na véspera:

– Aquele maldito pagará!…

Já estou suficientemente forte para desancá-lo…

Não veio como prometeu, porque me deve

 dinheiro e naturalmente ficará satisfeito em saber-me esquecido e morto…

O segundo esbravejava:

– Ora essa!…

 Por que me vieram perguntar se eu queria orações?

 Já estou farto de rezar…

 Quero alta hoje!…

Hoje mesmo!…

E se a situação em casa não estiver segundo penso,

 vai haver barulho grosso!

O terceiro reclamava:

– Quem falou aqui em religião?

 Não quero saber disso…

 Chamem o médico…

E gritando para a enfermeira que assomara à porta:

– Moça, se minha mulher telefonar,

diga que sarei e que não estou…

O doente de número quatro vociferava para

 a jovem que trouxera o lanche matinal:

– Saia de minha frente com o seu café requentado,

antes que eu lhe dê com este bule na cara!…

Atônitos, diante da mudança havida,

recorremos à prece, e o supervisor espiritual

 da instituição veio até nós,

 diligenciando consolar-nos e socorrer-nos.

Após ouvir a exposição do mentor

que se responsabilizara pelas bênçãos recebidas,

esclareceu bem-humorado:

– Sim, vocês cometeram pequeno engano.

 Nossos irmãos ainda não se acham habilitados

 para o retorno à saúde, com o êxito desejável.

 Imprescindível baixar a taxa das melhoras efetuadas…

E, sem qualquer delonga, o superior podou energias aqui,

 diminuiu recursos ali, interferiu em determinados

 centros orgânicos mais além, e, com grande surpresa

 para o nosso grupo socorrista, os irmãos enfermos,

com ligeiras alterações para a melhoria,

 foram restituídos ao estado anterior,

para que não lhes viesse a ocorrer coisa pior.

 

 

Autor:
Chico Xavier
(médium)
Irmão X (espírito)

Fonte:
Livro: Idéias e Ilustrações

 

APAIXONE-SE

outubro 27, 2008

Apaixone-se mais pela viagem do que pela chegada ao destino.
A primeira opção é mais garantida.

Apaixone-se pelo seu corpo mesmo que ele esteja fora de forma,
pois de “qualquer forma”
ele é a única casa que você realmente possui.

Apaixone-se pelas suas memórias.
Todas são deliciosas e ninguém pode tirá-las de ti,
além de serem excelentes fontes de inspiração
nos momentos
de dor.

Apaixone-se pelas pessoas que estão ao seu lado, pois
na caminhada do dia-a-dia,
a pessoa certa é aquela que está definitivamente ao seu lado.

Apaixone-se pelo sol.
Ele é fiel, gratuito, absolutamente disponível… e te inunda de prazer.

Apaixone-se por alguém.
Não espere alguém apaixonar-se por você só por garantia e segurança.

Apaixone-se pelo seu projeto de vida.
Acredite!
A vida é única e só a ti pertence.

Apaixone-se pela dança da vida
que está sempre em movimento dentro da gente, mas que por defesa, teimamos por aprisioná-la.

Apaixone-se mais pelo significado das coisas que você conquistar
do que pelo seu valor material.

Apaixone-se por suas idéias,
mesmo que venha julgar que elas para nada servem.

Apaixone-se por seus pontos fortes,
mesmo que os pontos fracos insistam em ficar em alto relevo
no seu cérebro.

Apaixone-se pela idéia de ser verdadeiramente feliz.
A felicidade encontra-se de sobra nas prateleiras de seus recursos interiores.

Apaixone-se pela música que você pode ser para alguém…
Apaixone-se pelo fato de ser humano.
Apaixone-se definitivamente por você!

Apaixone-se  por alguém…
O amor e a paixão nos fortalece, eleva a nossa auto estima,
a nossa vontade de viver e a de ser muito mais feliz.

Os encantos do Mundo Cigano

outubro 27, 2008

Sobre o povo cigano não se tem ao certo uma definição conclusiva. O que há de entendimento geral é de que, o cigano, é um indivíduo nômade, originário do norte da Índia e espalhado em pequenos grupos pela Ásia, Europa, África do Norte e algumas partes da América como um todo.

Vários mitos são atribuídos aos ciganos. Alguns dizem que são aventureiros, boêmios que pedem dinheiro depois de ler nossas mãos e ver nossos destinos. Outros dizem que eles nunca existiram de fato e que tudo sobre eles não passa de estórias românticas contadas, apenas, para satisfazer alguns “corações sonhadores”. Mas na verdade, quem são esses ciganos?

Desde criança eu ouvia falar em Santa Sara Kali, a padroeira dos ciganos, mulher da Etiópia escravizada no Egito e que prometeu a Jesus Cristo que usaria para sempre um lenço na cabeça ou uma flor no cabelo como sinal de respeito e devoção à Ele depois de ser salva das águas do oceano.

Naquela época eu lia muitas coisas sobre o povo cigano e imaginava ser uma daquelas mulheres com saias rodadas e longas, que dançavam em volta do fogo usando um leque na mão ou um pandeiro com fitas coloridas penduradas, movimentando-se sob o ritmo de uma música espanhola ou outro idioma qualquer que eu não sabia bem qual era… A música me fascinava mesmo quando ela existia apenas na minha imaginação. Os homens usavam um lenço vermelho na cabeça, camisa com mangas folgadas e presas nos punhos, faixa amarrada na cintura e com braços erguidos, também batiam palmas. Às vezes, levavam uma rosa vermelha na boca – presa entre os dentes – para presentear a mulher que seria envolvida na dança. Sempre olhando nos olhos!

Não sei se estou no rol daquelas que têm um “coração sonhador” à espera de um cigano para dançar comigo ao redor de uma enorme fogueira sob uma fascinante lua cheia, e no final, ganhar dele a tal rosa vermelha. O que sei é que, recentemente, vi de perto esse universo que sempre imaginei, mas que só conhecia nos filmes e nos livros que lia em segredo quando era adolescente. E encontrei esse lugar bem aqui, em Crato!

Existe na cidade um grupo de dança cigana composto de quase vinte pessoas. Homens e mulheres de diferentes idades, e de motivos pelos quais procuram dançar! Sandra Albano, a coreógrafa e professora, busca transmitir aos seus alunos não só os segredos da dança dos ciganos e da sua música, como também, o entendimento de que há toda uma magia gigantesca na natureza e que se revela dentro de cada um. O ar, o fogo, a terra, a água, o éter (5º elemento para o povo cigano)… e por fim, nós mesmos, como parte importante em toda essa energia! E esse que age mutuamente com as forças naturais é o verdadeiro cigano, não exatamente aquele que existia nos romances que eu lia e nos meus devaneios tolos de menina.

As aulas de dança cigana acontecem duas vezes por semana no Espaço “Viva Luz” e é o resultado do Opré Romá (Núcleo de Estudos para Valorização da Arte e Cultura Cigana) criado por Sandra Albano com o objetivo de estender o entendimento dessa cultura no Cariri com palestras, exposições, valorização das etnias, harmonizações, mostras de arte, etc. Evidentemente, ela leva o Grupo de Dança para se apresentar em diversos lugares que o convida. Mas é na transposição da lua crescente para a lua cheia de cada mês, que uma grande festa é realizada na Chácara Ananda, de sua propriedade, em que há um imenso e lindo jardim onde todos interagem em um ritual tipicamente cigano ao som de músicas típicas e envolventes, energizações e intenso respeito à vida.

Uma grande homenagem à Santa Sara Kali aconteceu naquele “jardim encantado” na Chácara Ananda no último dia 24 deste mês de maio, data em que Ela é festejada por ciganos em todo o mundo. A “escrava africana” capturada com as Três Marias, cuja história ergue o início do Cristianismo e somente reconhecida pela Igreja Católica em 1712 quando fora canonizada, também seria homenageada com muito louvor e alegria, no sul do Ceará, bem aqui em Crato, em meio à Chapada do Araripe! A estimativa é de que, mais de 15 milhões de ciganos espalhados em diferentes pontos da Europa, Ásia, África, Austrália e Nova Zelândia também faziam festejos comemorativos a sua padroeira naquele mesmo dia.

A Festa de Santa Sara Kali em Crato

Logo na chegada àquele lugar se ouvia ao longe uma música com som das castanholas e do violão, que são alguns dos instrumentos musicais dos ciganos, em especial, daqueles que vieram da Espanha. A festa não havia começado, mas os dançarinos já estavam com suas vestimentas típicas de ciganos de determinadas regiões, além de um casal que seria abençoado com as energias ciganas, tudo feito sob os costumes ciganos.

Incensos, fogueira, tendas armadas, flores, as três Estrelas de Davi construídas para as harmonizações, uma mesa com alimento, música leve e relaxante… Havia uma paz que muitos dos convidados não sentiam há tempos. Para concluir o ambiente especial, uma gruta fora construída para servir de altar à Santa Padroeira dos Ciganos, ainda sem a imagem Dela que viria em cortejo instantes depois.

Começa a festa e Sandra Albano, cumprimentando e agradecendo a presença de todos os convidados, iniciou os festejos com uma oração, o Pai Nosso, do qual todos devem conhecer não só as palavras, mas o significado delas. Ela explicou o sentido daquela comemoração, do chá e do pão, e de tudo o que havia lá, contando a história de Santa Sara Kali e da sua evangelização pela Europa, a questão das etnias e dos costumes ciganos. O cortejo veio em seguida com a imagem de Sara Kali que seria levada à gruta construída inteiramente para Ela.

Crianças dançaram, um duelo cigano foi lindamente interpretado pelos irmãos Walevisk e Vinícius, as mulheres saudaram – com a dança – os elementos da natureza usando seus pandeiros, lenços, xales, flores… Logo a união de um casal seria abençoada sob o ritual cigano. Eles fariam seus votos de matrimônio na presença de muitos irmãos espirituais.

Cada dançarino não representava apenas uma coreografia típica de uma região com comunidade cigana. Naqueles ritmos e passos dançantes se saudava a vida que brota em toda parte, esbanjando alegria e emanando bons fluídos a platéia hipnotizada com tamanha beleza.

Ao final de tudo, a união do casal foi protegida com as energias da natureza nos moldes dos costumes ciganos. Eles trocaram alianças que, para os ciganos, são simbolizadas por duas rosas vermelhas. Beberam do mesmo vinho, na mesma taça que foi quebrada pelo noivo logo depois. A união deles estava abençoada, e como disse o padrinho: “o destino dos dois será um só até que aqueles pedaços de vidro se juntem novamente”. Somente eles dois beberam daquele vinho! Em seguida, a noiva distribuiu rosas vermelhas às mulheres recebendo platas em troca.

Tudo era alegria e havia famílias inteiras naquele lugar! O alimento foi dividido por todos, em especial, o chá e o pão. As pessoas formavam filas para receber as harmonizações das dançarinas ciganas em volta do fogo que faziam orações e balançavam seus pandeiros para equilibrar as energias internas dos visitantes.

Descobri que ser verdadeiramente cigano é estar em condição de nobreza espiritual. Completo êxtase com a música, com os elementos da natureza, com a nossa própria existência… Todos os pensamentos voltados inteiramente para o bem de si e do próximo. Descobri que qualquer um pode ser cigano independentemente de etnia, porque tudo é uma questão de pensamento e atitude, não de um lugar onde nasceu ou mora.

Não se trata de uma crença ou religião, de um grupo socialmente separado ou de sujeitos aquém dos problemas do mundo. Trata-se de pessoas que exaltam a vida acreditando que há um Ser Supremo que é centro de toda essa energia, encontrando na natureza, na música e na dança, uma filosofia existencial e forma de intercâmbio físico e mental com algo Divino e que está em toda parte, inclusive, dentro de nós mesmos. Eu procuro diariamente essa “cigana” que há em mim. Procuro essa energia natural em todos os cantos. E você?

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“A natureza alimenta não só o corpo, alimenta também o espírito”

ORIXÁ POMBAGIRA

outubro 27, 2008

Por Rubens Saraceni
É claro que uma mu­­lher altiva, senhora de si, segura, compe­tentís­si­ma no seu campo de atua­ção, seja ele profis­sional, político, intelec­tual, artístico ou religio­so, impressiona positi­va­mente alguns e assus­ta outros.
Agora, se esse imenso potencial também aflorar nos aspectos íntimos dos relacionamentos homem-mulher, bem, aí elas fogem do controle e assustam a maioria como começam a ser estereotipadas como levianas, ninfoma­níacas, etc., não é mesmo?

Liberdade com cabresto ainda é aceitável em uma sociedade patriarcal e machista.

Mas, sem um cabresto segurado por mãos masculinas, tudo foge do con­trole e a sociedade desmorona porque não foi instituída a partir da igualdade, e sim, da desigualdade.

Uma mulher submissa, só acostumada e condicionada a sempre dizer “amem”, todos aceitam como amiga, como vizinha, como colega de trabalho, como namorada, como esposa, como irmã, etc., mas uma mulher questionadora, insubmissa, man­dona, contestadora, independente, perso­nalista, etc., nem pensar não é mesmo?

– Pois é!

Não seria diferente em se tratando de espíritos e, para complicar ainda mais as coisas, com eles incorporando em mé­diuns e trabalhando religiosamente para pessoas com problemas gravíssimos de fundo espiritual.

De repente, uma religião nascente e espírita se viu diante de manifestações de espíritos femininos altivos, independentes, senhoras de si, competentíssimas, liberais, provocantes, sensuais, belíssimas, fasci­nan­tes, desafiadoras, poderosas, domina­doras, mandonas, cativantes, encanta­do­ras, cuja forma de apresentação fascinou os homens porque elas simbolizavam o tipo de mulher ideal, desde que não fosse sua mãe, sua irmã, sua esposa e sua filha, certo?

Quanto às mulheres, as Pombagiras da Umbanda simbolizavam tudo o que lhes fora negado pela sociedade machista, repressora e patriarcal do inicio do século XX no Brasil, onde à mulher estava reser­vado o papel de mãe, irmã, esposa e filha comportadíssimas… senão seriam expulsas de casa ou recolhidas a um convento.

Mas, com as Pombagiras de Umbanda não tinha jeito, porque ou deixavam elas in­corporarem em suas médiuns ou nin­guém mais incorporava e ajudava os ne­ces­sitados que iam às tendas de Umbanda.

Só um ou outro dirigente ousava rea­lizar sessões de trabalhos espirituais com as Pombagiras, e a maioria deles preferia fazer “giras fechadas” para a esquerda, pa­ra não “escandalizar” ninguém e para não atrair para o seu centro a polícia e os comentários ferinos sobre as “moças da rua”.

Só que essa não foi uma boa solução porque as línguas ferinas logo começaram a tagarelar e a espalhar que nessas giras fechadas rolava de tudo, inclusive sexo en­tre os seus participantes, criando um mal estar muito grande, tanto dentro do cír­culo umbandista quanto fora dele.

E ainda que tais fuxicos fossem falsos e maledicentes, não teve mais conserto por­que o “vaso de cristal” da reli­gio­sidade umbandista nas­cen­te havia se trincado, e as “moças da rua” já haviam sido estigmatizadas como espíritos de rameiras que incorpo­ra­vam em médiuns mulheres pa­ra fumarem, beberem cham­­­pagne, “gargalharem à solta”, rebola­rem seus quadris, balançarem seus seios de forma provocante e para atiçarem nos ho­mens desejos libidinosos e inconfes­sáveis.

Para quem não sabe, rameira era o nome dado às prostitutas e às “mulheres de programas” do nosso atual século XXI.

O único jeito de amenizar o “prejuízo religioso” que eles haviam causado com suas “petulâncias” foi tentar explicar que não era nada disso, e sim, que as Pom­bagiras eram Exus femininos e, como todos sabem, Exu não é flor que se cheire, ainda que seja muito competente nos seus trabalhos de auxílio aos necessitados de socorros espirituais, certo?

Como “mulher de Exu” ou como Exu feminino, ainda da­va para deixar uma ou ou­tra incorporar na gira deles, mas já submissas a eles, que ficaram encarregados de zelar pela moral e pelos bons costumes delas…

E aí as giras de esquerda foram sendo abertas timidamente e, pouco a pouco e paralelamente, a sociedade estava passan­do por profundas transformações sociais, comportamentais e políticas, em que a poderosa Igreja Católica estava perdendo poder e cedendo à sociedade algumas liberdades religiosas.

Quando os militares assumiram o poder nos anos 60 do século XX e logo entraram em choque com alguns setores do catolicismo arraigados na política, então diminui de forma acentuada a intensa perseguição da polícia sobre as tendas de Umbanda.

Somando à liberdade conseguida no período da ditadura, vieram os movimen­tos feministas que explodiram na América do Norte e na Europa, que conseguiram muitas conquistas para as mulheres.

A par destes acontecimentos, veio a explosão da revolta da juventude, com os Beatles e com Woodstock, que muda­ram os padrões comportamentais dos jo­vens e as relações entre pais e filhos.

Pombagira assistiu a todos esses acon­tecimentos, que se passaram nos anos 1960 e 1970 e, entre um gole de champagne e uma baforada de cigarrilha, dava suas gar­galhadas debochadas, e dizia isto:

– É isso aí, mesmo! Mais transparência e menos hipocrisia!

Trecho extraído do livro do autor, intitulado “Orixá Pombagira – Fundamentação do mistério na Umbanda” – Editora Madras.

PS.: Rubens Saraceni, dispensa apresentações é o autor umbandista mais lido dos ultimos tempos, tendo titulos consagrados como Guardião da Meia Noite e Cavaleiro da Estrela Guia… são mais de 50 titulos pela Editora Madras, confira no site www.madras.com.br

Krishna e Cristo

outubro 27, 2008

Krishna e Cristo
Dias atrás enviei o texto sobre Buda e Jesus, e lembrando dete texto entendi oportuno reenvia-lo…
Alexandre Cumino
Krishna: O Cristo do Oriente

Por Paramahansa Yogananda

Muitas são as histórias maravilhosas contadas sobre Jadava Krishna, o grande avatar e divino rei, que governou sobre Gujarat na antiga Índia.

Krishna veio à terra muito mais cedo que Jesus Cristo – mais ou menos três mil anos antes, conforme afirmam alguns eruditos – mas eles eram uno em espírito, ambos tendo atingido a Consciência Crística ou unidade com a onipresença de Deus imanente de cada átomo da criação.

Deste modo, eles podiam projetar suas consciências em cada ponto do cosmos, estando conscientes para ajudarem todos que estavam fisicamente longe deles. Mas além da grande concomitância espiritual demonstrada em suas vidas, havia entre eles também muitas similaridades pessoais.

Ambos nasceram de pais fervorosos à Deus. A mãe de Krishna e seu pai foram perseguidos por seu perverso tio, o rei Kansa, assim como o rei Herodes atormentou os pais de Jesus.

Jesus foi comparado a um bom pastor de Deus; Krishna durante sua infância, escondendo-se de Kansa, cuidou de novilhas.

Jesus venceu Satanás; Krishna venceu o demônio Kaliya. Satanás e Kaliya representam o mal, ou a ignorância de Deus.

Jesus parou uma tempestade no oceano e salvou o barco de seus discípulos; Krishna impediu seus devotos e seus respectivos rebanhos de afogarem-se numa terrível inundação, levantando o monte Gowardhan sobre eles, como um guarda-chuva.

Jesus era chamado “Rei dos Judeus”, embora seu reino não fosse deste mundo;

Krishna era tanto rei terreno como divino.

O destino de ambos foi profetizado nas escrituras, e ambos foram mortos por grupos desorientados: Krishna foi ferido mortalmente por uma flecha de um caçador, e Jesus foi crucificado por aqueles que ignoravam sua divindade.

Estes dois avatares – ambos orientais – são comumente reconhecidos no oriente e ocidente como supremas encarnações de Deus.

O PRIMEIRO CAPÍTULO

outubro 27, 2008

Allan Kardec, o respeitável professor Donizard Rivail, já havia organizado extensa porção das páginas reveladoras que constituem O Livro dos Espíritos.

Devotado observador, aliara inteligência e carinho, método e bom senso na formação da primeira obra que lançaria os fundamentos da Doutrina Espírita.

Não desconhecia que a sobrevivência da alma era tema empolgante no século. Entretanto, apontamentos e experimentações, em torno do assunto, alinhavam-se desordenados e nebulosos. Os fenômenos do intercâmbio, pareciam ameaçados pela hipertrofia de espetaculosidade.

Saindo de humilde vilarejo da América do Norte, a comunicação com os Espíritos desencarnados atingira os mais cultos ambientes da Europa, originando infrutífero sensacionalismo. Era necessário surgisse alguém com bastante coragem para extrair do labirinto a linha básica da filosofia consoladora que os fatos consubstanciavam, irrefutáveis e abundantes.

Advertido por amigos da Espiritualidade de que a ele se atribuía, em nome do Senhor, a elevada missão de codificar os princípios espíritas, destinados à mais ampla reforma religiosa, pusera mãos ao trabalho, sem cogitar de sacrifícios. E adotando o sistema de perguntas e respostas, conseguiria vasta colheita de esclarecimento e de luz.

Guardava consigo preciosas anotações acerca da constituição geral do Universo, surpreendente informes sobre a vida de além-túmulo e belas asserções definindo as leis morais que orientam a Humanidade.

O material esparso equivalia quase que praticamente ao livro pronto. Contudo, era preciso estabelecer um ponto de partida. O primeiro compêndio do Espiritismo, endereçado ao presente ao futuro, não podia prescindir de sólidos alicerces.

E, debruçado sobre a mesa de trabalho, em nevada noite do inverno de 1856, o Codificador interrogava a si mesmo: – Por onde começar? Pelas conclusões científicas ou pelas indagações filosóficas? Seria justo desligar a Doutrina, que vinha consagrar o antigo ensinamento do Cristo, de todo e qualquer apoio da fé, na construção das bases que lhe diziam respeito?

O conhecimento humano!… – pensava ele – não se modificava o conhecimento humano todos os dias?… As ilações filosófico-científicas não eram as mesmas em todos os séculos… E valeria escravizar o Espiritismo à exaltação do cérebro, em prejuízo do sentimento?

Atormentado, via mentalmente os homens de seu tempo e de sua pátria extraviados na sombra do materialismo demolidor…

A grande revolução que pretendera entronizar os direitos do Homem ainda estava presente no ar que ele respirava. Desde 2 de Dezembro de 1851, o governo de Luis Napoleão, que retomava as linhas do Império, permitia prisões em massa, com deliberada perseguição aos elementos de todas as classes sociais que não aplaudissem os planos do poder. Muitos membros da Assembléia haviam sofrido banimento e mais de vinte mil franceses jaziam deportados, muitos deles sem qualquer razão justa. Homens dignos eram enviados a regiões inóspitas, quando não eram confiados, no cárcere, à morte lenta.

O pensamento do missionário foi mais longe… Recordou-se de Voltaire e Rousseau, admiráveis condutores da inteligência, mas também precursores da ironia e do terror. Lembrou Condorcet, o filósofo e matemático, envenenando-se para escapar à guilhotina, e Marat, o médico e publicista, assassinado num banho de sangue, quando instigava a matança e a destruição.

Valeria a cultura da inteligência, só por si, quando, a par dos bens que espalhava, podia desmandar-se em sarcasmo arrasador e loucura furiosa?

Com o respeito que ele consagrava incondicionalmente à Ciência e à Filosofia, Kardec orou com todo o coração, suplicando a inspiração do Alto. Erguia-se-lhe a prece comovente, quando raios de amor lhe envolveram o espírito inquieto e ele ouviu, na acústica da própria alma, vigoroso apelo íntimo: – “Não menosprezes a fé!… Não comeces a obra redentora sem a Bênção Divina!…”.

E o Codificador, nimbado de luz, com a emotividade jubilosa de quem por fim encontrara solução o terrível problema, longamente sofrido, consagrou o primeiro capítulo de O Livro dos espíritos à existência de Deus.

pelo Espírito Irmão X – Do livro: “Doutrina Escola” – psicografia de Francisco Cândido Xavier – Autores Diversos.

Espiritismo

outubro 27, 2008

O Espiritismo tem por missão fundamental, entre os homens a reforma interior de cada um, fornecendo explicações ao porquê dos destinos, razão pela qual muitos conceitos usuais são por ele restaurados ou corrigidos, para que se faça luz nas consciências e consolo nos corações.

Assim como o Cristo não veio destruir a Lei, porém cumpri-la, a Doutrina Espírita não veio desdizer os ensinos do Senhor, mas desenvolvê-los, completá-los e explicá-los “em termos claros para toda a gente, quando foram ditos sob forma alegóricas”.

A rigor, a verdade pode caminhar distante da palavra com que aspiramos a traduzi-la.

Renove, pois, as expressões do seu pensamento e a vida renovar-se-lhe-á inteiramente, nas fainas de cada hora.

pelo Espírito André Luiz – do Livro: “O Espírito da Verdade”.

Oração à Mãe Aparecida, Padroeira do Brasil

outubro 27, 2008

“Filhos desta amada terra é hora de despertar, é hora de abrir os olhos, todos vós e vosso amado Brasil.

É hora de perceber e resgatar a imensa sabedoria de vossos antepassados, os habitantes primeiros desta terra sagrada, vossos irmãos os índios.

Que em consciência com a sabedoria de vossos ancestrais todos vós possais se levantar, vislumbrando numa mesma sintonia a imensa força e poder de vossa Mãe Terra que se encontram concentrados neste pedaço do planeta, vosso amado Brasil.

Levantai eis que o tempo de manter o gigante adormecido findou.

Que ele, no seu despertar, possa acordar todos os seres de todos os reinos que nele habitam.

A partir desse ponto, o Brasil, todos despertarão e se levantarão atendendo ao chamado de Deus-Pai-Mãe na Unidade maior com todos os reinos de Luz.

Minhas bênçãos a todos vós.

Eu Sou Vossa Mãe.”

Bem amada Mãe Aparecida,

Vós que vigiais todos os passos do nosso amado Brasil deste os primórdios dos tempos zelai por nós.

Vós que embalais com tanta paciência, serenidade e amor esta amada terra e seus filhos zelai por nós.

Vós que sempre atendestes às súplicas dos humildes de coração zelai por nós.

Vós que sempre defendestes as causas dos necessitados e oprimidos zelai por nós.

Vós que sempre protegeste nossos índios, nossas matas, nossos rios e nosso solo sagrado, zelai por nós.

Vós que neste momento, do centro do Planalto Central, irradiais o vosso amor e abençoais esta amada terra e seus habitantes zelai por nós.

Bem amada Mãe Aparecida,

Neste momento de grandes transformações individuais e planetárias,

Abri mais uma vez os vossos braços e protegei com vosso Manto de Luz nosso amado país o Brasil, e todo o planeta Terra.

Que a vossa Luz e o vosso Amor possam ser sentidos no coração e mente de todos os brasileiros, para que todos possam perceber o momento único que estão prestes a vivenciar neste solo sagrado.

Que o gigante adormecido por vossa mão possa finalmente despertar desse sono de eons e, com toda força e poder acumulados, despontar como exemplo de Sabedoria e Amor a ser seguido por toda a humanidade.

Que o vosso Amor ajude a despertar todas as almas que se mantiveram adormecidas junto com esta terra de gigantes.

Assim, à noite de múltiplas estrelas refletida em vosso manto azul de Luz poderá ser vista por toda a humanidade, e na vossa força maior transformar-se em um lindo sol dourado, elevando os corações e mentes de todas as formas de vida, na Luz Maior de Deus-Pai-Mãe.

Bem amada Mãe Aparecida,

Rogai para que todas as forças que despertaram com este gigante adormecido vislumbrem os novos patamares de Luz, que pulsam e brilham acima do Planalto Central na direção de todos nós, e de todas as formas de vida.

Bem amada Mãe Aparecida,

Dai-nos agora vossa bênção ó Mãe querida, Nossa Senhora Aparecida,

Dai-nos agora vossa bênção ó Mãe querida, Nossa Senhora Aparecida.

Amém, Amém, Amém.

canalizada por Jane Ribeiro aos 02/10/98.

Meditação Angelical

outubro 27, 2008
 
A prática da meditação é de um valor incalculável para todos aqueles que desejam avançar pelo caminho espiritual, pois ao aquietar nossa natureza inferior, nos permite manifestar os níveis superiores do nosso ser, os mesmos que nos comunicam e nos unificam com os planos mais elevados da existência, com os Anjos e com Deus.

O ideal é dispor de um lugar onde ninguém e nada nos incomode, um cantinho sagrado onde nosso espírito possa recolher-se em paz, isolado o máximo possível do mundo exterior.

Na verdadeira meditação a atividade mental se reduz a níveis mínimos. Trata-se simplesmente de sentar sem fazer nada.

É deixar a mente em branco, observando calmamente nossos movimentos, com atenção, mas sem interferir neles. Idéias e imagens virão a nossa mente, e do mesmo modo partirão para deixar lugar a outras.

Não devemos nos preocupar com elas, pois a mente é como um espelho. Seu trabalho é refletir imagens, porém nós não somos essas imagens. Tampouco somos a mente.

Esta é tão somente um instrumento do qual devemos nos servir.

A meditação limpa esse espelho e afina esse instrumento, para que, por intermédio dele, possamos alcançar o mais elevado, possamos chegar à consciência do nosso Ser real, da unidade de todas as coisas, de Deus.

Meditar não é pensar, não é imaginar e não é visualizar. Todas essas atividades são úteis e cumprem uma função insubstituível no caminho espiritual, mas não são consideradas meditações.

Os Anjos conhecem a importância da meditação e por ela estão dispostos a nos ajudar.

Os sete tópicos seguintes podem ser utilizados como guias:

1. Adaptar o ambiente. Reduzir a luz, talvez acendendo uma vela e um incenso, se sentimos que ele pode nos ajudar.

2. Sentarmos comodamente. Com as costas eretas, os pés descansando no chão e as mãos colocadas sobre as coxas.

3. Fazer um pedido mental aos Anjos, nosso irmãos mais velhos, para que nos protejam e nos ajudem na meditação que vamos iniciar. Esse pedido não pode ser verbalizado nem mentalmente. Um rápido pensamento será suficiente. Em seguida podemos visualizar os Anjos fazendo, com suas asas, um arco sobre nossa cabeça, envolvendo-nos totalmente, e formando uma verdadeira cadeia protetora sobre nós, pela frente, por trás, pelos lados e por baixo.

4. Ao mesmo tempo, visualizamos os Anjos invocando à Luz que do alto desça até nós.

5. Uma vez estabelecida essa proteção angelical, devemos nos esquecer dela e nos concentrar, por um breve momento, outra vez em nossa respiração. Devemos contar sete ou nove ciclos respiratórios completos. Não é preciso tentar respirar de nenhum modo especial, não devemos fazer nada, apenas deixar que a respiração flua naturalmente.

6. Esse não fazer nada já significa estar meditando. Algumas pessoas obtêm bons resultados quando fixam mentalmente em algum ponto, mas na realidade, não precisamos fixar em absolutamente nada.

7. Quando sentirmos que o tempo se esgotou, voltamos a ficar conscientes do processo respiratório. Em seguida, devemos agradecer mentalmente aos Anjos por sua ajuda e proteção, e, em troca, oferecer-lhes nossa ajuda quando eles desejarem. A seguir moveremos ligeiramente os dedos dos pés, depois os das mãos, para finalmente podermos abrir os olhos dando a sessão por encerrada.

Os Anjos conhecem a importância da meditação e estarão sempre prontos a nos ajudar na sua realização. E aqueles que nos tenham auxiliado e protegido na primeira vez estarão ansiosos por fazê-lo de novo, estabelecendo com isso, entre eles e nós, uma relação muito forte, uma espécie de sociedade ou de espírito de equipe.

É a “Fraternidade dos Anjos e dos Homens”.