DE ONDE SAEM OS SIGNOS MÁGICOS

POR RUBENS SARACENI

TEXTO DO JUS DE SETEMBRO

Os signos má­gi­cos espa­lha­dos por todas as culturas religiosas, nem sempre são iden­tificados como tal e sim como caracteres espe­ciais, sagrados mes­mo.

Vemo-los em máscaras ritualísticas; em brasões religiosos; em estolas; em mantos; em adereços ou vestes de imagens sacras; em cajados; em vasos; em pórticos e altares; em decorações internas e externas de templos etc.

Enfim, os signos mágicos estão espa­lhados por todos os lugares onde surgiram religiões e, mesmo que muitas já tenham deixado de existir, seus signários sobrevivem e têm se mostrado para quem tem olhos para vê-los.

Nos entendemos que mesmo sem saberem quais são os seus fundamentos sagrados ainda assim eles são evoca­dores de poderes e encerram em si toda uma sacralidade silenciosa e que sus­citam respeito, admiração curiosidade em quem se sente atraído por eles.

A falta de um conhecimento profundo sobre eles não invalida o seu uso, se bem que também não proporciona uma forma de extraírem o seu maior poder de realização.

Nós, até onde nos foi possível, procu­ra­mos nos livros de magia simbólica ou de pontos riscados de Umbanda de diversos autores e não encontramos uma explicação profunda ou funda­mental sobre os signos mágicos usados pelos guias espirituais.

O que encon­tramos foram interpretações pessoais do que viam nos pontos cabalísticos riscados pelos guias espirituais.

Alguns autores consultados por nós, até chegaram bem próximo das chaves interpretativas, mas não souberam reconhecê-las ou não identificaram as fechaduras das portas dos fundamentos ocultos da escrita mágica sagrada sim­bólica usada pelos guias de Umbanda.

Com isso, várias interpretações surgiram e criaram um certo anta­gonismo entre os seus criadores acir­ran­do ânimos e deixando em segundo plano a tal “Lei da Pemba”. A própria espiritualidade superior, vendo mais egocentrismo que fundamentalismo nas várias interpretações e todas eclipsa­ram, só restando mesmo os livros de pon­tos riscados compilados a partir da reprodução dos pontos cabalísticos riscados pelos guias espirituais durante os trabalhos nos terreiros.

O fato fundamental é que cada signo, símbolo ou risco (onda) mágico inserido nos pontos cabalísticos dos guias de lei saem das irradiações mentais dos sagrados orixás, que são vivas e divinas e têm funções específicas e as mais diversas possíveis.

Cada risco escrito em um ponto ca­balístico tem sua função e a realiza a ní­vel vibracional, energético e magné­tico assim que o ponto é riscado pelo guia ou pelo médium autorizado a riscá-lo.

Saibam que toda onda tem sua forma de crescimento (modelo); vibra em uma freqüência só sua (seu grau vibratório); multiplica-se da mesma forma; absorve um ou vários fatores, abstraindo-os da energia divina emitida por Deus e transmuta-os em emanações, emissões e cargas energéticas capazes de rea­lizar a função a que se destina (seu trabalho na criação).

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